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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Conforto vs Ética - sondagem

Informo a todos os cibernautas frequentadores do blog que terminaram as votações acerca do tema "Conforto vs Ética".

Em resposta à questão "Deverá a cirurgia ser realizada?", referente ao tema já mencionado, obtive um total de 15 votos, sendo 73% afirmativos (opção "SIM") e 27% negativos (opção "NÃO").




Desta forma, concluo que a maioria dos votantes concorda com a proposta feita por Alison Thorpe, a mãe de Katie (uma adolescente britânica com paralisia cerebral), aos médicos, para que removessem, cirurgicamente, o útero da filha, na tentativa de evitar o desconforto que a menstruação lhe causaria.

Agradeço a todos os participantes por manifestarem a sua opinião acerca desta questão polémica.

Futuramente, penso vir a colocar outras questões dignas de reflexão, debate e votação.


NOTA: Embora no printscreen apareça o valor 26%, representando as votações "NÃO", o valor correcto será 27%, como podem verificar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um "plágio" inocente


Na aula de biologia da última quinta-feira, ao falarmos no mecanismos da fecundação, formulamos a hipótese de um método contraceptivo que, aquando da chegada dos espermatozóides, os impedisse de "perfurar" o óvulo com as suas enzimas digestivas.
Após uma pesquisa na web descobri que já existe um "protótipo", comercializável em 10 anos, que inibe a própria fecundação, impedindo o espermatozóide de se fixar à parede do óvulo.
Deixo-vos, assim, a notícia através da qual constatei a existência deste método contraceptivo.

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Segundo o jornal "The Guardian", um grupo de cientistas norte-americanos está a desenvolver um contraceptivo "genético" e não hormonal, tendo por base uma técnica que valeu o prémio Nobel da medicina de 2006. A técnica referida tem o nome de interferência de RNA (RNAi), utilizando fragmentos minúsculos de material genético para bloquear a actividade de alguns genes.

A equipa do cientista Zev Williams, no Women's Hospital de Boston aplicou a RNAi no bloqueio do gene ZP3, que surge nos óvulos apenas na altura do processo de ovulação. Desta forma, impede-o de produzir a proteína que envolve o óvulo, a qual é essencial para que o espermatozóide se fixe à parede do mesmo, aquando da fecundação.


Esta pesquisa, anunciada na reunião anual da American Society for Reproductive Medicine, em Washington. promete ser uma alternativa aos contraceptivos orais tradicionais, baseados nos esteróides estrogéneo e progesterona, dado que a aplicação destas hormonas tem sido associada ao aumento de risco da formação de coágulos sanguíneos(tromboses) e de alguns cancros. Outros efeitos secundários do seu uso serão mudanças no humor, na libido e no peso (aumento de peso).

Este método não deverá, todavia, substituir o uso de contraceptivos hormonais, no caso de mulheres os utilizam como tratamento de algumas doenças ou para regulação o cíclo menstrual.


Num prazo de 5 anos os cientistas esperam estudar mais completamente este novo método contraceptivo e, caso se verifique a eficácia/segurança do mesmo, este passará a ser comercializável em cerca de 10 anos, sob os formatos de supositório ou sistema transdérmico.


Traduzido e adaptado de: www.g1.globo.com


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Ao que parece, cometemos um "plágio" inocente! ;)
Na minha opinião, este contraceptivo, será um método preferível a muitos outros, uma vez que não tem os efeitos secundários típicos de métodos anticoncepcionais hormonais, salvo no caso das mulheres que utilizam contraceptivos hormonais para tratamento de doenças.
É importante lembrar que, caso este produto venha a ser comercializado, não poderá ser usado como protecção contra as DST! Portanto, de momento nada irá retirar importância ao preservativo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Conforto vs Ética

À semelhança do meu colega Patrício também resolvi fazer uma sondagem sobre uma notícia. Trata-se de um caso polémico, ligado ao tema que iremos iniciar nas próximas aulas. Espero que reflictam bem antes de darem a vossa opinião. A sondagem estará aberta durante duas semanas, para que todos possam dar a sua opinião pessoal.

Analisem bem a notícia seguinte:

"Britânica pede que médicos retirem útero de filha deficiente"
Publicada em 08/10/2007 às 08h13m - BBC

A mãe de uma adolescente britânica que sofre de paralisia cerebral pediu aos médicos que retirem o útero da filha para que ela não sofra com os sintomas da menstruação.
Alison Thorpe argumenta que a filha Katie, de 15 anos, ficaria confusa com os hemorragias mensais e iria sofrer com sintomas como alterações de humor e cólicas.
Diz ainda que a operação evitaria um sofrimento desnecessário e iria melhorar a qualidade de vida de Katie: "Se for impedida de menstruar, ela poderá aproveitar a vida sem os sintomas da menstruação, como as alterações de humor, cólicas, desconforto e o constrangimento".
Segundo Alison, a cirurgia só trará vantagens, pois Katie "não se vai casar e não terá filhos","não será uma adulta normal". Alison nega estar a defender uma política aplicável a todos os deficientes e defende que Katie não seria capaz de, aquando da menstruação, pedir ajuda ou expressar o que sente.

Os médicos estão agora à espera da aprovação da Justiça para seguirem com a operação.
Se aprovada, esta será a primeira histerectomia - cirurgia para retirada do útero -realizada na Grã-Bretanha sem razões médicas.

A iniciativa, no entanto, provou críticas por parte de uma instituição de caridade dedicada a deficientes.
Andy Rickell, director-executivo da Scope(www.scope.org.uk), afirma que a operação poderia ter implicações "perturbadoras" para outras pessoas na mesma situação e alerta para os problemas éticos que poderiam ser gerados por causa de uma cirurgia desnecessária, a seu ver "dolorosa e traumática", realizada numa pessoa que não pode dar seu consentimento.

Adaptado/traduzido a partir de:
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2007/10/08/298052640.asp

Na minha opinião, a cirurgia deverá ser realizada, neste caso, supondo que o grau da paralisia cerebral é muito elevado. Digo isto uma vez que a menstruação só iria trazer sofrimento a Katie.
Como Alison, acredito que Katie não poderá ter uma actividade sexual normal, que justifique sintomas que só lhe iriam trazer ainda mais desconforto.
A nível de higiene pessoal, por exemplo, ela teria bastantes dificuldades, necessitando, provavelmente, de um constante auxílio.
Penso, no entanto, que não deverá generalizar-se a autorização para uma cirurgia deste tipo em deficientes, dado que, como já disse, tudo depende do grau de deficiência.

Gostava muito de saber a opinião da turma sobre esta questão. Por isso.... está aberta a votação!

Tudo isto em 4 minutos

Estava eu a perguntar-me como haveria de sintetizar todo o processo que ocorre, nos sistemas reprodutores masculino e feminino, levando à fecundação quando, como por milagre, descobri este vídeo fenomenal, na minha opinião.
Neste excerto de um documentário da National Geographic ("Vida no Ventre"), podemos visualizar todo o mecanismo da reprodução: o que ocorre no acto sexual e na fecundação, com referências à produção dos oócitos II e dos espermatozóides, nos sistemas reprodutores masculino e feminino. E, como podem ver, tudo isto em 4 minutos!
Espero que apreciem o vídeo tanto como eu!



Para quem pretender fazer o download do vídeo aqui fica o link:

http://apfn.ficheirospt.com/documentario/fecundacao.wmv



Edição à postagem

12/10/2007 - 23:00

Quero alertar para algo que escapou à minha atenção.

A Isabel Oliveira já tinha postado este vídeo no seu blog antes de eu o fazer. Infelizmente não me apercebi. Desde já as minhas desculpas.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A testosterona

A Testosterona é uma hormona (esteróide) masculina, produzida nos testículos e nos ovários, nos organismos dos sexos masculino e feminino, respectivamente, e ainda nas glândulas supra-renais. No entanto, apesar de ser produzida em ambos os sexos, no organismo de um homem adulto há uma quantidade média de testosterona muito superior à existente num organismo adulto do sexo feminino. É, assim, determinante na distinção entre os dois sexos, na nossa espécie.


A sua produção é regulada pela acção da LH (hormona luteinizante), produzida pela glândula pituitária anterior (adenohipófise) - que pude visualizar no 2ºtrabalho prático de biologia.


Esta hormona tem uma função anabólica, uma vez que promove o crescimento muscular e o desenvolvimento de quase todos os orgãos do organismo, actuando, por exemplo, no crescimento dos ossos.
Possui ainda funções androgénicas, de igual importância. A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, no que se refere aos órgãos genitais, aos caracteres sexuais secundários (pêlos, barba, engrossamento da voz, etc, nos rapazes), à função e desempenho sexuais normais e ainda ao comportamento (estimula a agressividade, a libido, o comportamento dominante e anti-social - que, por vezes, se traduz na rebelião contra a autoridade e no incumprimento das leis -).
É ainda responsável pela distribuição da gordura corporal (diferenciando o corpo masculino do feminino).


A testosterona, actualmente é usada pela ciência como uma forma de "atrasar o envelhecimento". Através da reposição da testosterona (cuja quantidade vai diminuindo à medida que envelhecemos) conseguem-se melhorias significativas nos domínios da memória, motivação, desejo sexual, pele e cabelo, ossos, músculos e redução da celulite.



No entanto, é, por vezes, usada de uma forma realmente perigosa.

Alguns atletas utilizam esteróides anabolizantes com testosterona para estimular o crescimento dos músculos/força muscular e diminuir os períodos de recuperação entre esforços.

Além de punições disciplinares, do uso de testosterona podem advir consequências graves, tais como tumores no fígado, problemas dermatológicos (acne, pele oleosa, calvície), psicológicos (depressão, paranóia, agressividade) e cardiovasculares (cardiomiopatia, trombos vasculares, enfarte do miocárdio), diminuição da produção espermática, diminuição do volume testicular, etc.


Quando usada em adolescentes pode ainda levar a paragens no crescimento.



Podemos, assim, constatar que esta hormona desempenha um papel determinante no nosso organismo. No entanto, o uso artificial da mesma para fins não medicinais (como para conseguir um melhor desempenho pelos atletas) deve ser proibido, pois pode trazer consequências catastróficas.
Já a sua utilização pela medicina deve ser estimulada, pois a sua reposição no organismo, à medida que envelhecemos, traz vantagens maravilhosas, dando uma melhor a qualidade de vida a quem está a envelhecer. Poderá, assim, permitir ao ser humano "fintar" a idade, algo com que todos sonhamos!


Fontes:


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/ed/Testosterone_structure.png
http://pt.wikipedia.org/wiki/Testosterona
http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0405/Nandrolona/EA.htm
http://podium.publico.pt/substancia.aspx?idCanal=1175&id=1266368
http://alternet.pt/olympica/tele-olympica/testosterona.htm

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Técnicas de Reprodução assistida - ICSI

Olá a todos! Constatei que o tema da infertilidade tem despertado muito interesse na turma. Como tal, decidi informar-me um pouco melhor sobre as técnicas de reprodução assistida actualmente utilizadas.


Na minha pesquisa pude verificar a existência de várias técnicas de reprodução assistida, tais como a FIV (fecundação in-vitro) - bem conhecida de todos - e a Inseminação artificial. No entanto, tendo em conta que é a técnica de maior eficácia percentual, vou apenas explorar a ICSI (Intracytoplasmatic Sperm Injection). Esta técnica, tendo melhores resultados que as outras, tem vindo a impor-se no domínio dos tratamentos contra a fertilidade.


De facto, possui uma eficácia média de 55%, bastante superior à das outras TRA, tendo ainda a vantagem de poder ajudar homens com problemas ao nível dos espermatozóides (qualidade e produção - poucos ou nenhuns espermatozóides no ejaculado, espermatozóides com baixa mobilidade, percentagem baixa de espermatozóides com morfologia normal), uma vez que os espermatozóides podem ser obtidos através de colheita natural ou aspiração/extracção dos epidídimos ou testículos.


Já as células sexuais femininas são obtidas pela indução da ovulação através de medicamentos que estimulam o desenvolvimento e amadurecimento de vários oócitos II, seguida da sua recolha por aspiração transvaginal ou laparoscopia.

Em seguida, é imobilizado e injectado um único espermatozóide directamente dentro do oócito II, recriando uma "fecundação". Para este efeito usam-se micromanipuladores/microagulhas, sendo todo o processo realizado com o uso do microscópio.

Posteriormente, os embriões resultantes são implantados no útero.




Desta forma, é possível solucionar um problema que afecta cerca de 15% da população mundial. Em Portugal, meio milhão de pessoas sofrem de infertilidade, uma doença que causa, em muitos casais, uma "dor existencial indizível que a medicina e a sociedade não devem deixar de escutar,
acompanhar e, na medida do possível, atender"(Machado, J.P.). Torna-se, assim, essencial que todos estejamos informados sobre este assunto e que a ciência continue a investir nesta área, pois só assim poderão surgir respostas cada vez mais eficientes na resolução da problemática que é a infertilidade.


Recomendo que vejam o seguinte vídeo, que ilustra esta técnica de reprodução assistida:

ICSI - Youtube


Fontes:

O contributo das ciências sociais e médicas para o estudo da infertilidade
A infertilidade humana - trabalhos de biologia
http://www.gineco.com.br/infert11.htm
http://www.infertile.com/treatmnt/treats/icsi.htm